Segundo o comunicado divulgado, Redford morreu “nas montanhas de Utah — o lugar que ele amava, cercado por aqueles que amava. Sentiremos muita falta dele. A família pede privacidade".
Nascido em 1936, Redford construiu uma carreira sólida e multifacetada, sendo reconhecido tanto por suas atuações marcantes quanto por seu trabalho atrás das câmeras. Desde os anos 1960, ele brilhou em clássicos como Butch Cassidy (1969), Golpe de Mestre (1973) e Todos os Homens do Presidente (1976), tornando-se um símbolo de carisma e elegância no cinema.
Em 1980, ganhou o Oscar de Melhor Diretor por Gente como a Gente, reforçando sua habilidade em conduzir histórias emocionantes. Em 2002, recebeu um Oscar honorário, celebrado como “inspiração para cineastas de todo o mundo”.
Fora das telas, Redford também se destacou como produtor e ativista cultural. Foi o fundador do Instituto Sundance, responsável pela criação do Festival de Sundance, que se tornou uma das principais plataformas do cinema independente.
Recluso por escolha, o ator vivia em um rancho isolado em Utah, onde se dedicava à vida longe dos holofotes. Reconhecido por seu engajamento em causas ambientais e sociais, Redford foi um dos pioneiros em usar sua visibilidade para promover debates sobre sustentabilidade, ainda que rejeitasse o rótulo de “ativista”.
Em 2018, anunciou sua aposentadoria das telas e se despediu do público com o filme O Velho e a Arma, no qual interpretou Forrest Tucker, um assaltante em seus últimos dias de vida criminosa.
A morte de Robert Redford representa o fim de uma era para Hollywood. Sua trajetória deixa um legado de talento, elegância e comprometimento artístico que continuará inspirando gerações de cineastas e amantes do cinema.




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